quarta-feira, 10 de novembro de 2021

Parabéns Maputo!


Comemora-se hoje 10 de Novembro, o 134  aniversário de Maputo, a elevação a categoria de cidade. Fundada em 1782 com o nome de Lourenço Marques,
em forma de feitoria (entreposto comercial europeu em território estrangeiro), a 9 de Dezembro de 1876 foi elevada a vila, tendo ganho o estatuto de cidade em 1887. Em 1976, por decisão do primeiro presidente de Moçambique independente, Samora Machel, passa chamar- se Maputo, em homenagem ao Rio Maputo que desagua na extremidade sul da baia como o mesmo nome.

A cidade de Maputo é a capital política e económica de Moçambique e reza a história que esta teria registado maior índice demográfico durante a guerra civil, por um lado devido aos efeitos do conflito armado nas zonas rurais, mas por outro, dada a sua localização estratégica, que permite acesso a países como Suazilândia e Africa de Sul, este último maior destino da comunidade moçambicana.

134 anos depois, é indiscutível o papel que esta cidade desempenha, não só a nível do território moçambicano, mas também para os países vizinhos. Não poucas vezes, tem se confundido a realidade especifica da Cidade, com a de Moçambique como país, como resultado da relevância que esta tem na vida do povo moçambicano. Mais do que centro das atenções políticas e económicas, Maputo é um dos maiores atrativos turísticos da região, contando com uma especial infra- estruturação histórica assim como moderna, para além de uma incrível e extraordinária paisagem oferecida pela Baía.


A sua potencialidade económica, faz dela também maior destino cultural, pois artistas de diversos pontos de Moçambique, buscando melhores oportunidades, acabam tornando a cidade culturalmente bastante diversificada. Pés embora, alguns problemas relacionados com a criminalidade, falta de habitação, desemprego, entre outros, após 134 anos, não há duvidas que cidade de Maputo, é um dos maiores pontos de referência do país e da região.

Que a cidade continue sendo esta “potência”, mas acima de tudo seja estímulo e inspiração para os restantes centros urbanos moçambicanos.
Parabéns Maputo!


terça-feira, 9 de novembro de 2021

“Juntos pela Associação Hixikamwe”

Teve lugar no passado dia 06 (sábado) de Novembro do ano corrente, uma entrega simbólica de donativos a Associação Hixikamwe, localizada no bairro Malhazine, na cidade de Maputo. Os donativos constituídos por produtos alimentares e fraldas, chegam a esta associação por meio de uma iniciativa de um grupo de amigos e antigos colegas da Universidade Eduardo Mondlane, que comovidos pela triste realidade que assola várias crianças naquele local, entre elas órfãs, vítimas de violência e de abuso sexual assim como portadoras do vírus de HIV.

Mais do que assistência material, o centro faz acompanhamento psicológico e clínico das crianças órfãos e mulheres serro-positivas e para além dos produtos entregues, o grupo de amigos têm contributo através de palestras de sensibilização e encorajamento as vítimas, sendo que pretende que esta iniciativa seja permanente e impactada por outros locais.

De acordo com uma das responsáveis da associação, o apoio surge num momento oportuno, onde várias mães eram obrigadas a usar sacos plásticos por falta de fraldas, agradecendo a iniciativa dos jovens, que o fazem pela segunda vez.

Por sua vez os contribuintes, afirmam que é uma honra fazer parte desta iniciativa que prova realmente que a união faz a força, onde um aparente simples gesto individual, revela-se um grande alívio para o sofrimento daquela comunidade.



 

segunda-feira, 18 de outubro de 2021

Quero nascer de novo!

Certa vez, um sábio rodeado de seus discípulos, contou uma piada e todos puseram se a gargalhar. Instantes depois, o sábio repete a piada, mas desta vez apenas metade riu. 
O sábio pela terceira vez volta a partilhar a mesma piada e de seguida um silêncio tomou conta do local. Sem dúvidas, na terceira vez a piada ficou sem graça tendo nalgum momento constrangido os ouvintes.

Hoje quero poupar o universo de minhas lamentações, não gostava de constrangi-lo.

Apenas quero nascer de novo.

Na última noite ao assistir mais um episódio de uma série sobre negócios cujo título dispensa destaque, dois personagens fecham um negócio, manifestando simbolicamente por meio do tradicional gesto de “aperto de mão”.
Aquela imagem, paralisou meu cérebro por um instante. Tenho saudades de apertar a mão. Tenho saudades de partilhar os diferentes momentos simbolizados pelo aperto de mão. Tenho saudades, porque realmente porque não posso.

Reza a história que o Homem na sua maioria trabalhador da terra, fora no passado forçado a abandonar o campo por conta da Revolução Industrial, tendo como destino a cidade. Hoje o mesmo Homem se vê gradualmente fazendo o movimento contrário ... se por um lado, a revolução tecnológica permite ao Homem desenvolver diversas actividades de forma remota, por outro, este mesmo Homem deverá se afastar da urbanidade na sequência da pandemia actual, assim como pela crescente substituição da mão de obra “humana” pela tecnologia, para além da necessidade de buscar lugares mais tranquilos e com menos efeitos da indústria tecnológica.

Quando criança tinha muitos sonhos. Sonho de ser profissionalmente “alguém”, sonho de conhecer um certo lugar, entre outros. Contudo, vi meus sonhos sendo roubados pela tecnologia, aquela profissão tanto desejada ou deixou de existir ou perdeu seu valor. E aquele lugar dos sonhos, se ainda permanece atraente será porque alguém terá descoberto algum recurso lá, sendo que o mais provável é que se torne um palco em disputa.

Como Jim Rohm dizia, a vida é feita de oportunidades e problemas, e os modelos de vida impostos tanto pelas oportunidades assim como pelos problemas, quebraram drasticamente com meu passado. Voltar para trás é impossível, e ao mesmo tempo percebo que o futurismo tecnológico é uma realidade irreversível. Quero Nascer de novo. #Previna-se da Covid-19#


segunda-feira, 3 de junho de 2019

Fontes de Rendimento


  a)     A primeira fonte, por sinal a que mais absorve capital humano, cerca de 65% da população mundial é o “EMPREGO”, caracteriza-se essencialmente pela troca de tempo e esforço pelo salário. Aqui o Empregado trabalha pelo Dinheiro.
 b)    A segunda fonte é de AUTONOMIA, isto é, o individuo trabalha para ele mesmo, é dono do seu Emprego, contudo, se parar ou se ausentar no trabalho não tem rendimento. É também tida como zona de esgotamento, o individuo não tem tempo definido de trabalho e conseqüentemente não possui tempo para nada. Aqui temos cerca de 35% da população.
c)      O terceiro tipo é o da LIBERDADE, onde o individuo é dono de um negócio com uma estrutura sistemática que gera dinheiro para ele. O proprietário investe apenas 1% da sua força e ganha 99% fruto da sua equipe de trabalho. Em outras palavras o dinheiro trabalha para o proprietário. Aqui encontramos apenas cerca de 4% da população.
d)     E por fim, a quarta fonte, é de INVESTIMENTOS, também conhecida como zona de Recuperação, onde o individuo investe em alguma empresa por meio de ações e o Dinheiro trabalha ele. Aqui temos somente 1% da população, sendo que o individuo desfruta de uma verdadeira liberdade.
Segundo o esquema acima, cerca de 95% da população mundial se encontra no lado esquerdo (Empregados e Autônomos), e os restantes 5% para o lado direito. Contudo, infelizmente, cerca de 80% do dinheiro está do lado direito onde há apenas 5% da População e os restantes 20% para onde há 95% da população.
Que cenário tu esperas ao atirares 2 pães para um grupo 30 pessoas? Não preciso dar a resposta. É exactamente o que acontece com 95% da população mundial.
Esperar alcançar grandes sonhos estando do lado esquerdo, como diz um colega meu, é o mesmo que esperar um avião numa estação/terminal rodoviária. Entretanto, a mudança de um lado para o outro, não é física, é mental. Como Diz, Jim Rohm, “se tu mudas, toda a tua vida muda”.
Na verdade, a riqueza dos que estão no lado direito, não é apenas física é acima de tudo mental. O meu mentor Jim Rohm, diz ainda algo muito interessante: “Se recolhermos todo dinheiro do mundo e redistribuirmos equitativamente pela população mundial, em tão pouco tempo, o dinheiro voltará aos seus respectivos donos”, ou seja, aquele que tinha 100 mil voltará a ter os seus 100 mil e quem tinha apenas 500MT também voltará a ter os seus 500M. Em outras palavras, a conta bancária de cada um de nós, reflecte a nossa capacidade financeira. Pelo que, se tem pouco e quer ganhar mais, deverá fazer algo para tal. Como diz Les Brown, Tomar decisão já em decisão, não tomar decisão também é uma decisão, a diferença é que a primeira traz Resultados e a segunda, Conseqüências.
Boa noite e bom Descanso a todos!

Marketing de Rede, o Negócio do momento!


Com actual situação econômica crítica que Moçambique vive, as despesas tendem aumentar de forma significativa, deixando o SALÁRIO muito aquém de responder prontamente as necessidades do dia a dia. É quase “impossível” pensar numa CASA dos sonhos, CARRO dos sonhos, VIAGEM dos sonhos, dependendo do salário. Razão pela qual, a necessidade de criar uma renda extra que possa por um lado dar suporte a nossa renda fixa, e por outro nos dar liberdade de Pensar e Sonhar grande, é nos dias de hoje crucial e indispensável.
Os negócios relacionados ao MARKETING DE REDE tem se destacado crescentemente a nível mundial, pela sua capacidade de transformar pessoas simples em milionárias. Mas o que é isso de Marketing de Rede?
O modelo de tradicional de negócio funciona mais ou menos da seguinte forma: O produto sai do FABRICANTE para o DISTRIBUIDOR, este por sua vez manda para o GROSSISTA, deste para o RETALHISTA e daqui para o CONSUMIDOR. 
Neste modelo tradicional, os custos operacionais desde o Fabricante até ao Retalhista, são pagos pelo Consumidor, sendo que é ele quem garante os lucros de todos envolvidos no processo.
No novo modelo (Marketing de Rede), temos apenas o FABRICANTE e o CONSUMIDOR. O produto sai do fabricante para o consumidor, este CONSOME E RECOMENDA, e a empresa/Fabricante lhe paga comissão pela sua recomendação, em outras palavras, o fabricante divide os lucros com o consumidor que é ao mesmo tempo distribuidor.
Dentre tantas vantagens deste tipo de negócio, temos a destacar: Trabalho a tempo Integral ou Parcial; Pouco Investimento; Retorno Imediato; Construção de algo muito grande já ganhando em curto prazo; melhoria da educação financeira que é ainda um grande problema na sociedade moçambicana e muito mais.
Se procuras uma nova oportunidade de Negócio ou gostarias de conhecer um negócio relacionado com Marketing de Rede, entre em contacto: 84143 8885 ou por email: ofice88@live.com 

terça-feira, 29 de janeiro de 2019

O Rei Aposentado!


Seu reinado tinha sido incomum. Da sua família não teria herdado mais do que boa educação, humildade e honestidade, pelo que, cresceu ciente das lutas e obstáculos do caminho da vida, razão pela qual ainda pequeno buscava incansavelmente por Coragem, Força e Sabedoria para que um dia se tornasse um REI.
Tinha sido um crescimento exemplar, quase excelente, pois seu histórico de lutas contava mais vitorias que derrotas. Tal como qualquer humano, era extraordinariamente ambicioso, com suas batalhas vencidas, quase já homem, tinha conquistado seu reinado. Entretanto, porque cada vitoria dava-lhe mais poder, mais poder ainda desejava. O seu desejo em si não era necessariamente mau, alias, para quem pensa grande, nunca vê limites nos seus Sonhos, ao que deseja alcançar o que o comum considera impossível ou loucura.
O Rei estava sempre colocando a prova suas capacidades, e por um longo período ia dando certo, tudo em abundância, mais escolhas, mais opções, liberdade e bem estar. E porque se sentia suficientemente forte, decidiu migrar visando conquistar novos desafios e viver diferentes aventuras.
Chegado ao seu destino, teria enfrentado algumas dificuldades (próprias de enquadramento), contudo, ele era inteligente o suficiente para transformar os obstáculos encontrados em matéria prima para edificação do seu novo Reinado. Lutava com Fe, Coragem e Entusiasmo e por isso Vencia. Entre seus próximos era considerado até estranho pois, para ele nada era impossível. E mais uma vez, altos e aventurosos momentos fizeram lhe companhia.
“Vezes nos sentimos derrotados porque o colectivo está derrotado, assim como também há vezes que apenas nós nos sentimos derrotados enquanto o colectivo vai desfrutando de vitorias. A primeira derrota é menos dolorosa que a segunda, dado que esta te faz sentir humilhado, inferior e incapaz”.
O histórico do Rei começou a registar mais derrotas que vitorias. A principio não se abalou, foi usando de todos recursos disponíveis para se defender e ainda procurar conquistar. Contando ainda com ajuda de quem ainda acreditava nele, foi suportando e resistindo por determinado tempo. Porém, o tempo foi interiorizando suas derrotas, já não era ele quem se colocava a prova dos desafios, mas sim o contrário.
"A fraqueza humana é tal que quando erramos sucessivas vezes, tendemos a errar mais vezes ainda", e assim sucedeu-se com o REI. Maus momentos, más decisões e consequentemente más escolhas e opções. Jovem demais, no entanto, seu reinado tinha chegado ao FIM. E o fim era tão visível que em pouco tempo seus próximos já se tinham cansado de acolhê-lo. Estava sozinho com o abandono caminhando para o seu interior.
A aflição e angustia tinham o despido completamente. Ao caminhar já não conseguia erguer a cabeça, pois carregava um enorme peso nas costas. Tudo se tinha transformado em memórias, e memórias no presente não passam apenas de auto-consolo.
Sofrido e profundamente aflito olhava para céu buscando respostas. O que foi que eu fiz para merecer isto tudo? Perguntava o REI. Foi então que percebeu. Tudo na vida tem um preço, e porque geralmente queremos ganhar mais, tendemos a pagar pouco, o que em longo prazo sai carro. No princípio vivia mais no bem que na maldade, razão pela qual tinha mais vitorias que derrotas. Entretanto, quando sua aliança com o Bem começou a enfraquecer, a maldição tomou seu caminho.
Questionando porque Deus o tinha abandonado, então este respondeu: Eu nunca te abandonei, tu é que me esquecestes. Quantas vezes eu gritei para ti, quando davas ouvidos a aqueles que hoje dizem: “Queríamos ver até onde ele ia chegar... Quem ele pensava que era...marra awuya quine!”
Quantas vezes te quis parar, quando voavas como um avião a jato?  Este é o preço das tuas fraquezas. A maldição vem quando vivemos no mal. A tua atitude presente ditará o preço do teu futuro.  
O Rei ainda perplexo perguntava-se teria praticado tanto assim o mal em vez do bem? Sem ninguém para suportá-lo, então pensou: Porque não voltar para onde tudo começou!
To be continued...from Jorge Ofice #Writtingmyhistory2019

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Cicatriz “da” Professora Marta!


(Writting my History, 2014, Capítulo 07)
1996: frequentava a primeira classe. Era um aluno extraordinariamente excelente, de comportamento exemplar digno de uma criança humilde consciente da sua delicada condição de vida, e por tanto disposto a lutar por um futuro brilhante tanto para si como para sua família.
Minha escola distava cerca de um quilómetro e meio da minha moradia, ao que caminhar diariamente para lá já era um sacrifício, pelo que tinha valorizar aquele esforço, sendo a melhor forma, estudar muito. E eu o fazia com todo prazer, tinha sido se tornado uma paixão.
Por aquelas alturas, as turmas escolares eram bastante heterogéneas a nível social e etário. Era comum ir a escola, descalço. As vezes não o faziam por falta de calçado, mas por simples desejo de ser igual aos outros meninos que o faziam realmente por falta.
“Naquele tempo” o chefe de turma era indicado após provar ser capaz de manter ordem a nível dos seus colegas, e geralmente era a pessoa mais velha e de quo eficiente de inteligência também relativamente alto. Nosso chefe de turma possuía essas duas características, contudo lhe faltava espírito de liderança. Era bastante humilde e sem pujança suficiente garantir ordem tal como se esperava.
Não sei porque, a professora me tinha indicado chefe de higiene. Trabalhava com afinco e prazer no cargo indicado. Entretanto, a actuação do nosso chefe de turma não satisfazia a ansiedade da nossa professora. E ao nível da turma, havia um menino embora pequeno, bastante activo e dedicado. E na sequência de uma das suas participações brilhantes na aula, a professora visando aliviar-se da sua aflição em relação a postura do então chefe, decidiu indicar o então petiz activo. E o menino em causa chamava-se Jorge Ofice.
Uma das obrigações do chefe era chamar atenção a turma tanto na chegada como na saída da professora, por meio de um grito de saudação ou de despedida conforme a ocasião. A minha função como chefe teria começado no decorrer da aula.
Terminada a aula naquele mesmo dia, todos olhavam ansiosamente para mim, esperando pelo grito de despedida a senhora professora. Não sei ao certo o que teria acontecido (não me lembro) apenas sei que gaguejei. O grito era mais ou menos assim: “Atenção a despedida da senhora professora…”.
Mas não consegui dizer aquilo. Estava nervoso e por isso apenas gaguejei. E para minha infelicidade, fui destituído do cargo imediatamente. Meus colegas próximos soltavam gargalhadas que em poucos instantes despiram minha dignidade. Senti me profundamente humilhado. A caminhada para casa, a perguntava que não se calava. O que teria dito de errado?
Hoje ainda me questiono, será que não estava realmente preparado para ocupar o cargo de chefe de turma, ou não estava suficientemente preparado para naquele instante fazer o grito tanto esperado?
Realmente não sei dizer. Talvez minha professora pudesse responder. Contudo, tão cedo ela nos abandonou, após perder a vida, vítima de doença, naquele mesmo ano. Não guardo rancor contra ela, alias era uma óptima mãe escolar, porem sempre que penso na possibilidade de ser chefe as imagens daquele episodio me inundam a mente. Já vi altos dirigentes serem destituídos de seus cargos em menos de 30 dias, e se reduzirem a nada, simplesmente porque não tem noção de ocupar um cargo por menos de duas horas.
Descanse em Paz querida Professora Marta.

NATAL FELIZ COMEÇA COM AMBIENTE LIMPO

A quadra festiva chegou e, com ela, o aumento significativo do fluxo de pessoas e de bens, impulsionado por uma crescente tendência ao consu...