quarta-feira, 13 de agosto de 2014

“Os caminhos de Mandela”



Lições de Vida, Amor e Coragem (Richard Stengel)


Originalmente com o título “Mandelas`s way: fifteen lessons on life, love and courage”, é uma obra literária da autoria do jornalista e escritor norte-americano Richard Stengel, sobre a vida do primeiro presidente negro da África de Sul, Nelson Mandela. Tal como o título original mostra, o livro aborda 15 lições da vida deste ícone mundial.
O autor começa por revelar que Mandela, teve muitos professores em sua vida, mas o maior de todos foi a prisão. Segundo Stengel, a prisão ensinou a Mandela o autocontrole, disciplina e foco acima de tudo como se transformar num ser humano completo. A “escola” acima mencionada, torna Madiba, maduro, o que para ele significava saber controlar aqueles impulsos mais juvenis, por exemplo, não ficar bravo sempre que fosse magoado, o que por si só não implicava saber o que e como fazer, mas sim, possuir a capacidade de comprimir as emoções e as ansiedades que interferem no modo de ver o mundo como é.
Para Mandela a coragem, não quer dizer ausência de medo, porém, habilidade de supera-lo. Segundo sua experiência, a coragem não é inata, pelo que ninguém nasce corajoso, esta é uma qualidade que se adquire na maneira como cada um de nós reage a diferentes situações e circunstâncias. É resultado da mineira como cada um escolhe ser.
Nesta “escola literária”, o autor afirma que Mandela defende que cada um seja ponderado. Para ele é preciso considerar todas as opções antes de tomar decisões. É impossível ter perfeito conhecimento de todas as situações antes de se tomar uma decisão, contudo o exemplo de Nelson Mandela mostra o valor de se formar um quadro tão completo quanto possível antes de entrar em acção. A maior parte dos erros que cometeu na vida surgiu por agir muito rápido, em lugar de muito lentamente e por isso ele dizia: “Não se apresse”… “pense, analise, então aja”.
Na qualidade de ter sido um líder de referência, a sua concepção de liderança é de que os líderes não devem apenas liderar, mas serem vistos liderando, ou seja, estarem disposto a arriscar. E a liderança, não diz respeito apenas ao colectivo, mas também em relações pessoais, se pode liderar, bastando estar disposto a falar sempre que se sentir incomodado ou injustiçado. Liderar é também ter a habilidade de admitir que está errado, mesmo quando ninguém lhe está apontado o dedo. Liderar é também estar disposto a “desistir” ou seja, estabelecer o caminho, mas não comandar o navio.
De acordo com Stengel, Mandela não foi o primeiro prisioneiro político a se tornar presidente de uma nação africana. De fato, ele era parte de uma tradição africana do século XX. Havia Kenyatta, no Quénia, Nkrumah, em Gana, Mugabe, no Zimbabwe. O que a África raras vezes experimentou foi um presidente deixar o cargo voluntariamente – constitucionalmente ou pela vontade do povo. A maioria deixou horizontalmente ou sob a mira de uma AK-47. O contemporâneo de Mandela, o presidente Robert Mugabe, do Zimbabwe, ainda está agarrado ao poder, após ter destruído seu próprio país.
Segundo Richard Stengel, Mandela, nos convida também a termos um princípio essencial, sendo que durante a sua vida o seu princípio foi exactamente um: direitos iguais para todos, independentemente de raça, classe ou género. E possuir um princípio é também estar disposto a conquistar benefícios menores que os custos.
Madiba, ensina-nos também a apreciar o que há de bom nos outros. Para ele, quase todo mundo é virtuoso, até prova em contrário. “Se você começar a se relacionar com as pessoas julgando o que há de bom nelas melhora as chances do que revelarão o melhor de si”.
Nelson Mandela, concebe a vida como um jogo, mas demorado. Os 27 anos passados na prisão, ensinaram-lhe a pensar a longo prazo. Quando jovem, Mandela era impaciente: queria a mudança para ontem. A prisão o ensinou a ir mais devagar e reforçou seu sentimento de que a pressa com frequência leva ao erro e ao mau julgamento. Acima de tudo, aprendeu como adiar a gratificação.
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“Mandelas`s way: fifteen lessons on life, love and courage”, é para mim uma grande aula de vida. Na verdade, considero a vida uma valiosa escola, contudo, diferentemente da formal, cujas matérias são por imposição, nesta são por escolha própria. Entretanto, a realidade mostra que escolhas fáceis, tornam a vida difícil e escolhas difíceis tornam a vida fácil.
Após a ler esta obra, pés embora feliz pelo conhecimento, confesso que invejei Richard Stengel. Considero a oportunidade que ele teve de partilhar alguns momentos com Mandela, uma grande honra. Não obstante, também lhe agradeço profundamente pela partilha das poucas mas significantes lições por ele tidas com esta figura emblemática, pois revelou seu senso de inteligência, aliás gente sábia, para além de ser sempre aprendiz, preocupa-se pela partilha do que sabe.
Quando Mandela diz que a coragem não é inata, cheguei a conclusão de que na verdade ninguém nasce com valores como paciência, honestidade, fidelidade, solidariedade, … mas sim as pessoas conquistam e revelam estas qualidades nas suas acções diárias. Aprendi também, que para além de escolhas difíceis, uma vida fácil requer foco, ao que Mandela chama de “sua própria horta”, alguma coisa que mereça 100% de sua atenção que por ela esteja disposto a ter maiores custos em vez de benefícios. Melhorei meu conhecimento sobre saber esperar, não no sentido de “dormir na sombra da bananeira” como vulgarmente se diz, mas se conquistando a paciência, um valor que infelizmente tende a escassear na actual conjuntura social, caracterizada por uma satisfação fruto de concorrência e comparação interpessoal.
Mas melhor que isto, só mesmo uma leitura própria e tal como tenho dito, a leitura é o melhor software para actualizar a nossa mente e para que sua nunca não fique desactualizada, recomendo que leia esta obra.
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Richard Stengel é jornalista e escritor americano, actualmente ocupa o cargo de sub-secretário de Estado, no governo de Barack Obama. Foi colaborador de Nelson Mandela, na sua auto-biografia, no livro “Long Walk to Freedom”.


quarta-feira, 30 de julho de 2014

“Oito práticas de pessoas bem sucedidas”

“Eight things that successful people do” da autoria do advogado e especialista de liderança canadiano, Robin Sharma, é um áudio que poderá conferir a seguir que aborda oito práticas de pessoas bem sucedidas, a saber:
·         Foco
De acordo com o Sharma, gente de sucesso tem sempre objectivos bem definidos, sendo que tudo fazem no seu dia-a-dia está ligado aos mesmos. É como Robert Kiosaki, faz referência, “cada um deve conhecer e ter sua Tennis ball, que lhe vai guiar em todas suas acções.
·         Positivismo e Paixão
Para este autor, não basta saber fazer, é necessário que haja paixão e prazer no que se faz.
·         Trabalhar duro
Quando se tem objectivo e optimismo/paixão, se adquire a habilidade de sacrifício, entretanto, o sacrifício exige por si muito trabalho, e pessoas bem sucedidas alcançam bons resultados porque trabalham arduamente.
·         Aprender sempre
A posse de um determinado nível académico ou de certas habilidades profissionais, não lhe isenta de ser aprendiz. Os mais espertos, sabem muito bem disso e por isso concretizam sempre seus desejos, por que são sempre “crianças”, estão sempre perguntando e procurando saber cada vez mais dos outros como melhorar suas vidas (não têm medo de pedir, questionar, etc.).
·         Gestão do tempo
Na verdade depois da mente, o tempo é o maior recurso de que dispomos e nunca deprecia. A melhor gestão do tempo é acima de tudo disciplina e responsabilidade. O dia de ontem nunca volta, tal qual cada minuto da tua vida. Lembre-se que só Deus sabe quando tua vida termina na terra, por isso não desperdice seu tempo, e nem espere por amanhã, pois não existe, até prova em contrário.
·         Partilhar suas ideias com os outros
Ajudar aos outros a alcançar seus objectivos, o ajudará também a alcançar seus objectivos. Nunca seja egoísta (é “qualidade” dos fracos e medrosos), a vida não é uma concorrência muito menos corrida. Universo possui equilíbrio natural, e portanto, há recursos no mundo para todos.
·         Fortes relacionamentos
Melhor o seu poder de associação, procurando aprimorar seus relacionamentos, familiares, amistosos, profissionais, etc.
·         Seja bom no que faz
Faça tudo o que tem a fazer da melhor forma. Dê sempre o seu melhor.
A vida é feita de escolhas. Tu és o que escolhes. Melhores escolhas, uma vida de sucesso.
Baixe aqui “Eight things that successful people” (audio) by Robin Sharma

sexta-feira, 25 de julho de 2014

“Pai Rico, Pai Pobre”!

“Rich Dad, Poor Dad”, é título de uma obra literária da autoria de Robert Kiyosaki e Sharon l. Lechter (como Colaboradora), lançada em 1997, que fala de educação financeira. Neste livro, Kiyosaki relata parte da sua história de vida “financeira”, baseando-se em dois personagens: Pai Pobre, seu pai biológico, um indivíduo academicamente bastante instruído, porém com sérios problemas financeiros e Pai Rico, pai de seu amigo Mike, uma pessoa com um nível académico sem grande relevância, mas com bastante conhecimento em gestão financeira e portanto economicamente bem sucedido.
De acordo com o autor, seu pai pobre dizia que o amor ao dinheiro “é” a raiz de todo mal enquanto pai Rico, dizia que a falta de dinheiro “é” a raiz de todo mal. E mediante suas visões, o primeiro recomendava que ele estudasse arduamente para que pudesse trabalhar em uma boa empresa e outro aconselhava que estudasse arduamente para que pudesse comprar uma boa empresa.
Pai pobre acreditava que a empresa ou o governo deveria cuidar de “si” e de suas necessidades. Estava sempre preocupado com aumentos salariais, planos de aposentadoria, benefícios médicos, licenças de saúde, férias e outros benefícios. Ele adorava a ideia de assistência médica e serviços de reembolso de alimentos que os militares ofereciam a seus aposentados. A ideia de estabilidade no emprego e benefícios trabalhistas lhe parecia às vezes mais importante do que o próprio emprego.
Já Pai Rico, acreditava na total auto-suficiência financeira. Ele sempre se manifestava contra a mentalidade dos "direitos" e falava que isso estava criando pessoas fracas e financeiramente necessitadas. Ele dava muita ênfase à competência financeira.
De acordo com Robert Kiyosaki, uma pessoa pode se formar académica ou profissionalmente com óptimas notas, mas com uma programação financeira e uma mentalidade de pessoa pobre. Seu pai instruído lhe ensinara a fazer um currículo impressionante para que pudesse encontrar um bom emprego, e outro lhe ensinara a fazer sólidos planos financeiros e de negócios de modo que ele pudesse criar empregos.
Para seu Pai Rico, quando não se tem treinamento financeiro, frequentemente recorre-se a fórmulas padronizadas de levar a vida, como trabalhar com afinco, poupar, fazer empréstimos e pagar impostos demais. (“…vou procurar outro emprego…Mereço um aumento… Eles não vão me passar para trás... Ou Gosto deste emprego porque ele é seguro"...).
Contudo, a vida moderna exige muito mais do que isso, sendo melhor informação, um requisito indispensável.
“Pai Rico, Pai Pobre” é um livro relativamente antigo (1997), mas com conteúdo do presente e do futuro, sobretudo no actual contexto social moçambicano. Hoje as pessoas ficam desapontadas com o sistema educacional, com o mercado de emprego, com os decisores políticos, depois que vêem seus filhos mergulhados no desemprego, mudando de um emprego para outro, etc., pois não consegue compreender que os tempos mudaram… hoje já não são os talentosos que vão em frente, mas sim os ousados. No mundo actual, as grandes oportunidades não são vistas com os olhos, mas com a mente.
Se no passado, errar era mau, hoje é um dos requisitos para o processo de aprendizagem. “Os vencedores não têm medo de perder. Mas os perdedores, sim. Os fracassos são parte do processo do sucesso. As pessoas que evitam os fracassos também evitam os sucessos.
Esta é uma das maiores obras literárias sobre vida financeira por mim lida, e portanto recomendo a todos, seja para dela aprenderem, assim como para melhorarem seu conhecimento financeiro. Sei que o processo de aprendizagem em Moçambique, particularmente para juventude, ainda é um grande problema, devido ao fraco interesse pela leitura. Enviei este livro para mais cinco amigos, apenas um deles leu. Mas se você leu ate aqui, de certeza que não tem este problema, continue assim, pois a leitura é o melhor software para actualizar a nossa mente, tal como o corpo que precisa de alimento e exercícios físicos para se manter saudável. Como diz Kiyosaki, infelizmente para muita gente a escola é o fim e não o início. Fico triste e inquieto quando oiço gente dizendo que não gosta de ler ou ainda que lê apenas por motivos académicos. Para mim este tipo de leitura (prazer) é o melhor. As leituras académicas, são de objectivos a curto prazo e portanto supérfluas, pois caso contrário, seríamos muito ricos em conhecimento.  
Por isso, tire parte do seu tempo diário leia esta obra e aprenda, até porque uma pessoa verdadeiramente inteligente saúda novas ideias, pois novas ideias podem aumentar a sinergia de outras ideias acumuladas. 
Baixe aqui o livro e partilhe-o também com os demais.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

“Por uma maior e melhor alocação de bens e serviços ao cidadão”

Decorreu ontem (10), em Maputo, um simpósio organizado pelo Instituto Superior de Administração Publica (ISAP) em parceria com American Politic Science Association (APSA), que visava discutir diversas matérias relativas a alocação de bens e serviços aos cidadãos. Realizado no âmbito de um Workshop que as duas instituições acima mencionadas estão levar a cabo de 30 de Junho a 11 de Julho, envolvendo académicos oriundos de diferentes países, tendo em vista avaliar por meio de diferentes sectores o nível de alocação de bens e serviços, em alguns países como Moçambique, Angola, Malawi, Tanzânia, Botswana e outros.
O simpósio assentou-se em quatro apresentações com os seguintes temas: A política de alocação de salários em Moçambique; Política de Habitação em Angola; Transparência, Prestação de contas e Governação empreendedora em África; e Qualidade de Governação em África, dos quais destacarei apenas o primeiro e o segundo.
No primeiro tema “A política de alocação de salários em Moçambique” da autoria de Carlos Chenga, o autor começa por afirmar que o salário é uma forma de distribuição de riqueza, sendo por isso importante, dado que pés embora o Estado garanta a provisão de bens e serviços públicos, o salário permite aos cidadãos adquirir estes mesmos serviços.
No seu trabalho de pesquisa, Chenga, opõe-se a visão segundo a qual em Moçambique o salário não aumenta, na medida em que é ajustado em função inflação do ano anterior. Para ele, o salário aumenta, a exemplo disso, no ano 2012 a inflação teria sido de 6% sendo que o aumento salarial foi de 10%. Num outro momento, Carlos Chenga defende uma alocação salarial por prioridade, em detrimento do actual sistema de alocação por produtividade, pois segundo ele, não é justo atribuir salários através do PIB, o que permite que sectores não produtivos como Saúde, Educação, etc., disponham de salários baixos em comparação com os sectores produtivos como Indústria, energia, etc.
No segundo tema “Politica de Habitação em Angola”, a autora afirma que o processo de urbanização em Angola é similar a de Moçambique, em parte devido a história destes países. O conflito armado que assolou Angola, tornou Luanda o maior destino dos angolanos, o que contribuiu significativamente para um processo de habitação precário.
Entretanto, com os dividendos da exploração petrolífera (Angola é o segundo país depois da Nigéria em África produtor de petróleo), o Governo criou fundos com vista a fomentar a habitação em Angola, através de uma Política Nacional de Habitação que tinha como objectivo construir um milhão de casas até 2012.
Para a autora, este é um projecto louvável, não obstante o prazo, o mesmo ainda está em curso, não se sabendo até momento quantas casas foram construídas. Para além disso, este projecto tem vista construir casas em todo país, contudo, toda infra-estruturação está ainda concertada em Luanda. E mesmo para os casos em que já foram construídas casas, ainda há problemas relacionados com serviços como Água, Energia, Educação, Saúde entre outros. 

domingo, 18 de maio de 2014

“Não vivo pobremente, apenas de forma simples”



O site Conscious Life News publicou esta semana um texto intitulado “10 Reasons to Love Uruguay’s President José Mujica” que aborda 10 factos incríveis do Presidente do Uruguai, José Mujica, a ser lido originalmente por meio do link indicado no respectivo título.  
“Eu não sou pobre. Pobre não é aquele que tem pouco, mas sim aquele que precisa infinitivamente de mais e mais. Eu não vivo pobremente, eu vivo de forma simples. Tenho o pouco que preciso”. Palavras de José Mujica, quando chamado de Presidente mais pobre do mundo.
De acordo com o texto, Mujica vive sem regalias presidenciais, tendo inclusive rejeitado o palácio presidencial, encontrando-se a viver numa casa de um quarto, na fazenda de sua esposa. José Mujica, dirige um Volkswagen 1987 e doa mais de 90% do seu salário (12.000 dólares / mês) para a caridade.

Ele apoiou a legalização da Marijuana, tendo o Uruguai se tornado no primeiro país a regular legalmente a produção, venda e consumo desta “droga”. A ideia da legalização da marijuana tem em vista, tornar o mercado distante dos traficantes e tratar a dependência de drogas como um problema de saúde pública, pelo que segundo a lei, os consumidores, vendedores e distribuidores devem ser licenciados.

O Uruguai tornou-se no segundo país a legalizar o casamento Gay, depois que em Agosto de 2013, foi aprovada a respectiva lei. Segundo o Presidente, Legalizar o casamento Gay, é apenas o reconhecimento da realidade. E nos últimos anos, o Uruguai permitiu a adopção por casais homossexuais e que os mesmos integrem as Forças Armadas.

O Uruguai é o primeiro país da América Latina e o quinto no mundo a proibir fumar em locais públicos fechados, o que já levou o respectivo Presidente a travar uma grande batalha com o maior fabricante de cigarros nos Estados Unidos, Philip Morris. Um ex - fumante, Mujica diz que o tabaco é um assassino que precisa ser mantido sob controlo.

José Mujica, apoiou a legalização do aborto no Uruguai, um projecto que teria sido vetado pelo seu antecessor. Pés embora, relativamente limitada em comparação com as leis dos EUA e Europa sobre o mesmo assunto, é a lei mais liberal num país católico/conservador da América latina, sendo que segundo a lei, o aborto só pode ser realizado nas primeiras 12 semanas de gravidez e exige que as mulheres tenham assistência médica e social de forma a se informarem sobre os riscos e possíveis efeitos de um aborto.

Com o objectivo de limitar o consumo desnecessário, o Presidente uruguaio tem se destacado como activista ambiental, tendo recentemente rejeitado um projecto de energia de carvão do Brasil, devido a sua grande preocupação com o ambiente

Segundo Mujica, as empresas estão apenas preocupados com os lucros e pelo que cabe ao governo criar condições para a redistribuição desses lucros de forma que haja capital para os trabalhadores adquirirem os bens produzidos. E para ele, o maior investimento só se pode fazer nos recursos humanos.  

Dada a sua grande preocupação com a prisão de Guantánamo, que ele chama de uma desgraça, ofereceu-se a apoiar o encerramento das instalações.

É um grande oponente a guerra e ao militarismo, de acordo com ele, o mundo gasta US $ 2 bilhões por minuto em despesas militares, sendo que para ele não existem guerras justas e a única maneira de garantir a Paz é cultivando a tolerância.

Ele tem um cachorro (Manuela) de três pernas, que foi atropelado acidentalmente por ele mesmo. Desde então, Mujica e Manuela tornaram-se quase inseparáveis.

José Mujica tem 78 anos, é um ex-guerrilheiro marxista que passou 14 anos na prisão, principalmente em confinamento solitário.

NATAL FELIZ COMEÇA COM AMBIENTE LIMPO

A quadra festiva chegou e, com ela, o aumento significativo do fluxo de pessoas e de bens, impulsionado por uma crescente tendência ao consu...