quinta-feira, 5 de julho de 2012

Obrigado!


Em algures li algo mais ou menos assim: cada amigo que ganhamos na vida, enriquece-nos, não tanto pelo que nos dá, mas pelo que nos revela de nós mesmos. A atenção e os desejos de todos vocês amigos, me tornaram mais forte e seguro. Hoje sinto que efectivamente não estou só, e que posso contar com mais alguém na minha vida, mesmo nos momentos em que Deus parece esquecer de mim e não me dá ouvidos, quando o mal toma conta de mim, pelo que a todos que consciente ou inconscientemente tiver ofendido peço perdão.
Ciente da incapacidade de vos recompensar, por um lado, porque materialmente não posso, e por outro, pela grandeza e extraordinária simpatia que de todos vocês recebo, vai o meu muito obrigado por saber que tenho amigos que não só se lembram da minha existência, mas também desejam me uma vida feliz e de sucessos. Consciente das minhas fraquezas e dos obstáculos da vida, a todos peço que continue me apoiando e me direcionando ao caminho certo, mantendo sempre firme e viva a nossa amizade.
Muito obrigado.   

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Diário de um desempregado (Intro.)

De forma a dar continuidade as minhas leituras do social, decidi abrir neste espaço, uma rubrica que chamo de “diário de um desempregado”. A própria designação diz tudo, e portanto, com rubrica pretendo usar das minhas lentes como académico, cidadão e moçambicano, para fenomenalizar em relatos um problema que não é novo, mas que tende a se agudizar nos últimos dias, em quase todas sociedades do mundo. Falo nada mais, nada menos do desemprego, concebido de acordo com arcozelocriativo, como um fenómeno social e económico característico das economias modernas, em consequência do desequilíbrio entre a procura e a oferta de mão-de-obra, obedecendo a seguinte tipologia:
Desemprego de exclusão que é derivado de um desequilíbrio no mercado de trabalho em que a procura de mão-de-obra por parte dos empregadores é inferior à procura de trabalho por parte dos empregados. Desemprego oculto, quando existe excesso de trabalhadores face à terra ou tarefas disponíveis. Desemprego repetitivo, que deriva das mudanças constantes de emprego por parte da mão-de-obra com baixo nível de qualificação profissional. E desemprego tecnológico, resultante das mutações tecnológicas e das reestruturações dos processos produtivos.
Entretanto, o personagem que trago para falar-nos do seu estado de desempregado, enquadra-se no primeiro tipo, ou seja, do desemprego de exclusão, até porque este, caracteriza actualmente a maioria esmagadora das sociedades.
Organizado em capítulos, “o diário de um desempregado” vai relatar o quotidiano de um jovem recém-formado, que ansioso e simultaneamente desesperado, luta por conquistar uma vaga não tanto para trabalho como devia ser, porém, de emprego. Na esperança de auto ou interpretar com sucesso este personagem, espero pelas vossas contribuições, seja em comentários ou por qualquer outro meio. Abraços a todos e antecipadamente, bom final de semana.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Maxtungo Poeta, um talento promissor!



Maxtngo Poeta, é o nome artístico de Utungo Bila, jovem rapper e poeta da cidade de Maputo. Com 20 anos de idade, Maxtungo, começa a cantar em 2006 e dois anos depois (2008) grava sua primeira música intitulada “a preocupação de um Homem”.  
Entretanto, antes de começar a cantar, o rapper, já escrevia e declamava poemas, daí a designação “Maxtungo Poeta”, como forma de conciliar as duas artes numa única coisa. No momento Mxtungo Poeta, encontra-se a trabalhar num single com título “o deitar do olhar”, a ser lançado ainda este ano.
Baixe e escute o último trabalho de Maxtungo Poeta aqui com título “montanha de livros” 

terça-feira, 5 de junho de 2012

Azar bate minha porta


A felicidade é de acordo com Wikipedia, um estado durável de plenitude, satisfação e equilíbrio físico em que o sofrimento e a inquietude estão ausentes. Abrange uma gama de emoções ou sentimentos que vai desde o contentamento até a alegria intensa ou júbilo. Entretanto, com excepção dos momentos marcantes na vida em que conquistamos um amor, recebemos um presente tanto esperado ou concluímos um certo nível académico ou de qualquer coisa, no quotidiano não conseguimos sentir que somos felizes, talvez porque no dia-a-dia nos deparamos com vários obstáculos que muitas vezes nos deixam frustrados, contudo, somos felizes. Digo que somos felizes, dado que neste momento sinto realmente o contrário da felicidade.
Diziam minhas queridas colegas e amigas da secundária, que eu era muito optimista e hoje eu acredito, pelo que, na altura as coisas efectivamente aconteciam como sempre as previa, prova clara da lei de atracão, segundo a qual semelhante atrai semelhante. Não tenho certeza, porém tudo indica que, nos últimos anos o meu optimismo baixou significativamente de nível, talvez porque, com o crescimento comecei a ter noção do que o mundo realmente é, comecei a separar sonhos de planos, desejos de objectivos, o que por um lado contribuiu para acrescer a minha consciência sobre a vida humana, e por outro, criou espaços de frustração e de decepção nalgum momento com a vida. E provavelmente nos últimos dias, o sentimento de insatisfação tenha atingido o cúmulo em mim, materializando de forma negativa a lei de atracão. Para além da falta de vontade de viver, o meu dia-a-dia, vai sendo brindado de momentos de insucessos, que segundos pós segundo vão me subindo a cabeça extraindo os últimos “pingos” da paciência e esperança que ainda me restam. Também não tenho certeza, mas me parece que o meu pai todo-poderoso, está me abandonando, não consigo o sentir nos meus encontros diários com ele…enfim, o mundo vai se acabando para mim, quando pensava que estava tendo inicio uma nova fase da vida.
No entanto, mesmo assim, espero realmente que este, seja apenas um restart do meu sistema, para uma vida contínua e normal.
Abraços a todos, muitas energias positivas para vocês. Aproveitem os vossos dias porque vocês são felizes.  


sexta-feira, 1 de junho de 2012

Feliz "1 de Junho", Joãozinho!


Comemora-se hoje a nível mundial, o dia da criança. De acordo com o site Júnior, esta efeméride surge na sequência do período triste vivido após a segunda guerra mundial (1945), em que muitos países da Europa e do médio Oriente entraram numa grave crise, que deixou muitos pais sem condições para colocar os filhos na escola, obrigando-os a trabalhar, por vezes muitas horas e em serviços muito duros. Foi nesse cenário de péssimas condições de vida das crianças, que em 1946 um grupo de países decide dar maior atenção, procurando soluções ao problema, e portanto em 1950, a Federação Democrática Internacional das Mulheres, propõe as Nações Unidas, um dia dedicado a todas crianças do mundo, e este dia é comemorado no mesmo ano (1950). E como resultado da criação desta data, toda criança do mundo passa a ter direito, a afecto, amor e compreensão, alimentação adequada, cuidados médicos, educação gratuita, protecção contra todas formas de exploração e de crescer num clima de paz e fraternidade universais.
Passados hoje 62 anos após o reconhecimento desses direitos da criança, será que o pequeno Joãozinho conhece e goza desses e outros direitos?
De certeza que todos conhecem Joãozinho. Aquele menino que todos dias nos cruzamos ou passamos por ele nas avenidas e passeios, dormindo ou nos esticando a mãozinha, pedindo qualquer coisa para acautelar o estômago que nem sabe o que é ter uma refeição adequada. Joãozinho, é aquele menino que vive lá no orfanato, ou porque foi abandonado, ou porque os seus pais pereceram deixando-o só nas mãos do alheio. Joãozinho, é esse petiz, que vive nas nossas casas, por não ter quem lhe sustente, é obrigado a nos prestar serviços para poder respirar e dizer que também vive, sem no entanto puder ir a escola ou até mesmo brincar como o Érik seu pequeno patrão. Joãozinho é também aquele, que manhã pôs manhã, com tantos riscos vive da miséria fruto da venda dos seus bolinhos, recargas ou sei lá o quê na rua.
Joãozinho é o menino mutilado ou drogado depois que foi forçado a pegar na arma para combater, enquanto os responsáveis pela sua protecção e segurança tomavam whisky em grandes mansões.        
Situação difícil vive também sua irmã Mariazinha, que para além do pesadelo de não poder estudar porque tem que ser mãe de família, é abusada sexualmente ou mesmo traficada para fins desumanos e obscenos…
Eh, meu caro Joãozinho! Contudo, pés embora tua difícil situação, desejo te um feliz “1 de Junho”, mesmo que não possas ver esta pequena mensagem, tenho a certeza que irás sentir, pois eu também sinto tua dor do seu dia-a-dia, e na esperança de um dia poder ver todas crianças gozando plenamente dos seus direitos, faço votos a todos petizes do mundo, que este dia esteja repleto de muitos sorrisos.  

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Partido de Bingu Wa Mutharika, eminente à desagregação!


De acordo com o site Comunidade Moçambicana, o Partido Democrático Progressista (DPP), do falecido presidente Bingu wa Mutharika, que perdeu a vida no passado dia cinco de Abril, do ano em curso, está em eminência de desaparecer do cenário político malawiano. Tudo indica que, já antes do funeral do seu dirigente, milhares de membros do DPP, entre ministros e deputados, já estavam a abandonar em massa esta organização política para se juntar ao Partido Popular da Presidente Joyce Banda (actual presidente do Malawi).
Um dos sinais do desaparecimento do partido, foi a presença de apenas vinte e sete dos cento e nove deputados do DPP no Parlamento, numa reunião realizada em casa de Peter Mutharika (irmão de Bingu wa Mutharika e actual dirigente do partido) em Lilongwe para analisar o futuro do partido, na sequência da morte do seu fundador.
Mas, quais serão os reais factores da não continuidade do DPP? Afinal de contas é um partido político, conceitualmente, entendido como uma organização de parte ou parcela do povo, seguindo os mesmos ideais políticos, com objectivo de desenvolver uma acção comum voltada ao exercício dos negócios do Governo.
A resposta para a pergunta acima, encontra-se na forma como os partidos políticos surgiram em quase todos países africanos.
Segundo Maurice Duverger, os partidos políticos nasceram e se desenvolveram ao mesmo tempo que os processos eleitorais e parlamentares. Apareceram primeiramente sob a forma de comités eleitorais, encarregados não só de dar ao candidato o patrocínio de notabilidades, como de reunir os fundos necessários à campanha. Historicamente, os partidos políticos começaram a surgir na Inglaterra, no século XVI, como centros de polarização de forças, e só no século XVII se
definem precisamente. Surgiram estes decorrentes da busca de modo de aprimoramento da democracia representativa, principalmente de aumentar o grau de democracia no sistema.
E para Carrie maning, diferentemente do Ocidente em que os partidos foram subprodutos da Revolução Industrial e da mobilização social e política de atendimento, reflectindo as clivagens sociais geradas por essa mobilização, (o impulso veio de baixo para cima, as organizações partidárias são dispositivos de concentração e transmissão de demandas da sociedade), em África, os sistemas partidários (conjunto de partidos que interagem e competem por um determinado eleitorado), são construídos sobre uma base completamente diferente. Os partidos em África, surgiram em grande parte em resposta à política, ao invés de mudança socioeconómica, surgiram de repente e não são organicamente ligados a qualquer grupo social organizado e especial, e por isso muitas vezes recorreram a mobilização de pessoas por questões étnicas ou por oposição à reforma económica estrutural. E isto contribuiu significativamente para o surgimento de sistemas de partido único, (o que caracterizou maior parte dos Estados africanos após as suas independências), de partido dominante (o que caracteriza hoje muitos países da África Austral incluindo Moçambique) e também a proliferação de pequenos partidos e fracos, geralmente, em torno de uma figura bem conhecida do público mas desprovido de extensão e estrutura organizacional, e o exemplo disto é do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), cuja imagem e sustento capital político é o respectivo presidente, Davis Simango.
Para além da falta de uma base sólida enraizada nas massas, por um lado, os partidos políticos de África, carecem de conteúdo pragmático, ou seja a existência de programas que abranjam as principais questões políticas do país, e por outro, de uma esperança de vida política que seja superior à de seus dirigentes no poder, prova disto é o eminente desaparecimento do DPP de Mutharika, após a sua morte.
Pouco visível, é o não interesse pala busca pelo poder, no entanto, para minha, surpresa, a RENAMO, o maior partido de oposição em Moçambique, possui esta característica que se revela de eleição pôs eleição e em todas suas acções políticas.
Portanto, como se pode ver, poucos são os partidos em África que conseguiram instituir-se como tal, sendo que os poucos, são os denominados “libertadores”, exemplo da FRLIMO, que conquistou simpatia e uma base quase que sólida nas massas, devido em parte ao papel de partido libertador do jugo colonial, até porque para muitos moçambicanos, FRELIMO como partido e como governo é tudo mesma coisa, e também, por que dirige o país desde a independência e desde as primeiras eleições multipartidárias de 1994, tem conquistado crescentemente o campo político moçambicano, com vitorias consecutivas, e actualmente domina e controla todos sistemas administrativos, jurídicos, económico e político do país, o que não deixa dúvidas claras de que estamos hoje em Moçambique perante um partido dominante.


sexta-feira, 4 de maio de 2012

Gostaria de escrever um romance, mas todos romances tem sempre um final feliz!


Sou apaixonado por romances e por coincidência um dos meus maiores sonhos é deixar nas livrarias e bibliotecas do meu país e por que não do mundo inteiro, uma obra literária romântica, que retrate uma história de amor real por mim vivida. Contudo, obras românticas sejam elas literárias ou filmográficas, tem sempre um final feliz, o que não consta no pouco historial de amor da minha vida. Aliás, se fosse necessário enviar um curriculum vitae sobre a vida amorosa para ser autorizado a escrever o romance, com certeza seria excluído na selecção documental, pelo facto do meu só reflectir mágoas e episódios melancólicos, que sem dúvida alguma, ninguém ia querer ler, e como eu disse, todos romances tem sempre um final feliz, o que eu nunca vivi.
Eh… meu caro leitor que neste preciso momento deve estar a se rir de mim, claro, com toda razão do mundo, porém, esta é a minha realidade. Sem acompanhante faz um tempo, as vezes pelo hábito penso que sou um homem muito feliz, mas, também as vezes sinto me muito sozinho, que dá vontade de atacar qualquer uma, na primeira esquina. Hahahahahahahah! Entretanto, a vida me ensinou que as coisas não funcionam assim, tudo tem regra, destino e acima de tudo autoridade, o que nalgum momento me faz crer que amar ou ser amado por alguém, é uma arte, não se faz num piscar de olhos, muito menos em amores à primeira vista.
Cheguei a pensar em escrever um romance com historial fictício, pela crescente desconfiança da existência do amor, porém, para a minha infelicidade este fenómeno existe sim, e sei pelo menos que quer dizer, entendimento, respeito, intimidade, paixão, fidelidade, amizade, felicidade, prazer, companhia, sinceridade, entre duas pessoas, e sei ainda afirmar que em alguma parte isto existe, e se tu és um dos que partilha e vive este fenómeno, bem-haja, estás de parabéns, pois, este é o maior presente da vida humana.  
Durante a minha vida, apaixonei, e com todas elas senti algo diferente e especial, que não deixava dúvidas de que queria com cada uma ficar, dando tudo de mim. Entretanto, não consegui descobrir o caminho do coração de nenhuma delas, inclusive das que me deram chances reais para lhes provar o que sentia, foi tudo decepção + decepção = … (já imaginas!).
Por algum momento as coisas melhoraram, comecei a me sentir mais maduro no amor, mas a prova do contrário encontra-se num dos textos que escrevi que pode ser lido aqui
Sei que não sou perfeito (com 100% de certeza), assim como também estou consciente de que não existem princesas encantadas, nem pessoas certas as que idealizamos, mas parceiros felizes sei sim que existem e são tantos, porque sabem fazer as coisas com perfeição, e portanto, me odeio e me envergonho por não ser um deles.      
Espero francamente que isto não esteja se passando com mais ninguém neste planeta, dado que, por experiência própria não gostaria de sentir pena, nem prestar consolo a ninguém, pelo que também não peço ninguém que faça por mim, aliás, se cheguei a escrever, já não faz a mínima diferença, aguentei tantas e fortes críticas de amigos e próximos, que não deram em nada, e isto, é o que sou, um frac******. Às minhas assessoras, peço imensas desculpas pelo vosso tempo perdido, não foi desta, e apesar disso, agradeço pelos conselhos, que com certeza fazem diferença na minha vida, e espero um dia os aplicar de forma proveitosa, pois acredito nas palavras do saudoso rapper Notorious B.I.G, segundo as quais, nenhum sonho é grande demais, o céu é o limite.

NATAL FELIZ COMEÇA COM AMBIENTE LIMPO

A quadra festiva chegou e, com ela, o aumento significativo do fluxo de pessoas e de bens, impulsionado por uma crescente tendência ao consu...