quarta-feira, 27 de agosto de 2025

60ª EDIÇÃO DA FACIM


Decorre de 25 a 31 de agosto, a sexagésima edição da Feira Internacional de Maputo (FACIM), no distrito de Marracuene. Organizada pela Agência para a Promoção de Investimentos e Exportações (APIEX), este ano, a Feira realiza-se sob o lema “Promovendo a diversificação econômica rumo ao desenvolvimento sustentável e competitivo de Moçambique”.

O evento visa essencialmente promover produtos e serviços nacionais e internacionais, fomentar a troca de experiências empresariais e fortalecer parcerias estratégicas.

Num contexto em que a economia moçambicana tem enfrentado desafios relacionados a instabilidade e pobreza generalizada, este evento pode ter um impacto bastante positivo no ambiente de negócios, funcionando como uma plataforma de networking, visibilidade e estímulo à industrialização, inovação e diversificação.

Para os jovens, em particular, a FACIM representa uma oportunidade ímpar de desenvolver competências ligadas ao mundo dos negócios e à adaptação ao mercado global, além de possibilitar a criação de alianças estratégicas e até o acesso a potenciais linhas de financiamento, para além de constituir um espaço para buscar inspiração com vista a soluções a problemática do desemprego.

quinta-feira, 14 de agosto de 2025

DEPENDÊNCIA ECONÓMICA E ALTERNATIVAS SUSTENTÁVEIS

 

Um dos debates centrais sobre o desenvolvimento, no âmbito da economia política mundial, destaca o pensamento traduzido na teoria da modernização de Walter Rostow, segundo o qual, os países do Sul (exportadores com baixo nível de industrialização) podem alcançar o nível de desenvolvimento das nações do Centro-Norte, mais industrializadas e detentoras de tecnologia, desde que sigam as etapas de crescimento económico, baseadas na exportação de matérias-primas (minérios, produtos agrícolas, petróleo, etc.) e na importação de bens industrializados e tecnologia.

Este pensamento encontra sustento na doutrina do liberalismo económico, apoiada nas ideias de Adam Smith e David Ricardo, segundo a qual cada país deve especializar-se naquilo em que possui vantagens comparativas. Nesse modelo, o Sul fornece matérias-primas, enquanto o Norte produz manufaturas, permitindo uma troca livre no comércio internacional trazendo benefícios mútuos e maior eficiência global.

Em contraposição a esta perspetiva liberal, vários economistas e sociólogos consideram tal relação comercial injusta e desigual, enquadrando-a na chamada teoria da dependência. Para estes, enquanto o comércio internacional se basear em vantagens comparativas assimétricas, dificilmente haverá equilíbrio ou benefícios recíprocos. Pelo contrário, esta dinâmica tende a perpetuar a dependência do Sul, fragilizando a sua capacidade de desenvolvimento e conduzindo a crises sociais e políticas internas. Assim, a promessa de crescimento económico e de desenvolvimento sustentada por relações comerciais de dependência não passa, para muitos, de uma miragem distante. Ou seja, não se trata, portanto, apenas de alguns países avançarem enquanto outros permanecem estagnados, mas, sobretudo, de o crescimento de alguns resultar diretamente da estagnação de outros.

Nos últimos tempos, tem ganho destaque uma proposta inovadora: a possibilidade de trocar parte da dívida soberana dos países por créditos de carbono. Este mecanismo, em expansão sobretudo em países africanos com vasta cobertura florestal e biodiversidade, funciona da seguinte forma: um credor — seja um país, ou uma organizações como  o FMI ou o Banco Mundial — perdoam parte da dívida que o país devedor possui, e, em contrapartida, este compromete-se a conservar florestas, investir em energias limpas e desenvolver projetos ambientais que gerem créditos de carbono comercializáveis no mercado internacional.

Reconhecendo a relação comercial desigual entre o Ocidente e os países do Sul — que frequentemente impõe condições desfavoráveis a estes últimos — encontro neste mecanismo algumas vantagens. Em primeiro lugar, a redução natural do peso da dívida. Em segundo, a preservação dos recursos naturais, especialmente das florestas e recursos marinhos, atualmente explorados de forma descontrolada.

Ainda que não assumida oficialmente, a relação comercial global permanece marcada pela dependência. Países como Moçambique são, muitas vezes de forma deliberada, colocados em situação de vulnerabilidade através de imposições políticas que limitam o espaço para o desenvolvimento tecnológico interno. É sintomático que se destinem vultosos financiamentos para programas de combate à fome ou a doenças, mas muito pouco para áreas de inovação tecnológica ou industrialização.

A conversão de dívida em programas de preservação ambiental poderá, no mínimo, reforçar mecanismos de controlo para uma exploração sustentável dos recursos nacionais, criando oportunidades para uma gestão mais disciplinada e transparente por parte do governo, no que diz respeito ao aproveitamento dos recursos naturais.

No final, talvez valha a pena garantir pelo menos “um pássaro na mão” em vez de deixar “muitos a voarem".

quinta-feira, 7 de agosto de 2025

O CAMINHO DA VITÓRIA NÃO TEM PLANO B


Em 1519, o conquistador espanhol Hernán Cortés desembarcou no atual México com cerca de 600 homens, determinado a conquistar o poderoso Império Asteca. Contudo, ao perceberem que o inimigo era numeroso e conhecia bem o território, instalou-se um clima de tensão entre seus soldados. Alguns já cogitavam a ideia de recuar.

Cortés, ciente de que a única chance de vitória exigia entrega total, tomou uma decisão radical: ordenou que todos os navios fossem queimados. Com isso, eliminou qualquer possibilidade de retorno. Ou venciam... ou morriam.

Sem plano B, seus homens entenderam que o único caminho era seguir em frente. Lutaram com coragem, determinação e foco absoluto. Contra todas as probabilidades, conquistaram a vitória.

*Muitas vezes, a existência do plano B reduz nossa capacidade de lutar com todas forças e entrega total. Quando deixamos aberta a porta da desistência, hesitamos. Mas quando simbolicamente “queimamos os navios” tal como Cortés o fez, nos comprometemos com a causa, com o sonho, com a missão.

Grandes conquistas exigem coragem para eliminar a opção de recuar. Viva cada jornada como se fosse última e como se tudo dependesse dela. *

NATAL FELIZ COMEÇA COM AMBIENTE LIMPO

A quadra festiva chegou e, com ela, o aumento significativo do fluxo de pessoas e de bens, impulsionado por uma crescente tendência ao consu...